31/12/2015

#Resenha 66, Rangers Ordem dos Arqueiros - Ruínas de Gorlan - Livro 1, do autor John Flanagan.

Sinopse:
Durante a vida inteira, o pequeno e frágil Will sonhou em ser um forte e bravo guerreiro, como o pai, que ele nunca conheceu. Por isso, ficou arrasado quando não conseguiu entrar para a Escola de Guerra. A partir daí, sua vida tomou um rumo inesperado: ele se tornou o aprendiz de Halt, o misterioso arqueiro, que muitos acreditam ter habilidades que só podem ser resultado de alguma feitiçaria. Relutante, Will aprendeu a usar as armas secretas dos arqueiros: o arco, a flecha, uma capa manchada e... um pequeno pônei muito teimoso. Podem não ser a espada e o cavalo que ele desejava, mas foi com eles que Will e Halt partiram em uma perigosa missão: impedir o assassinato do rei. Essa será uma viagem de descobertas e aventuras fantásticas, na qual Will aprenderá que as armas dos arqueiros são muito mais valiosas do que ele imaginava.



RESENHA

Eu já tinha ouvido falar bem dessa série, mas lê-lo foi uma grata surpresa. 

Will é órfão. Foi criado entre outros como ele no castelo de Redmont, no reino de Araluen. Todas as crianças que tem os pais falecidos, são criadas como protegidos. Sua mãe faleceu no parto e o pai morreu como herói na guerra contra Morgarath, um traidor do reino. 

Logo é chegado a hora de escolher seu destino. Quando os protegidos atingem 15 anos, precisam escolher uma “profissão”, e Will sempre quis ser um guerreiro, um cavaleiro, como acredita que seu pai foi, porém, apesar da coragem, ele não tem o porte necessário e o mestre da Escola de Guerra não o aceita. Contudo, outro mestre está de olho no jovem. Halt, o arqueiro. 

Will não tem muita opção, caso ele não aceite se tornar aprendiz do misterioso arqueiro, ele irá trabalhar nas lavouras, e isso ele não quer. O que o deixa mais desconfortável é que as pessoas acreditam que os arqueiros usam de magia proibida para conseguir se tornar invisível. Mas, na verdade, arqueiros são guerreiros hábeis, que além de serem excelentes com o arco e flecha, sabem se infiltrar para descobrir informações importantes para o reino, e é ai que descobrem que o recluso Morgarath está planejando se vingar de todos que causaram sua derrota anteriormente e que pretende atacar o reino novamente. 

O treino de Will não é fácil. Halt não é o tipo de pessoa amorosa, caridosa, na verdade ele é muito exigente e nunca sorri. Porém, o jovem se mostra esperto e habilidoso, um arqueiro nato e isso o deixa satisfeito. 

Quando peguei esse livro, tinha acabo de terminar Mago – Aprendiz, e esse ponto de órfãos, aprendizes, me deixou um pouco receosa. Principalmente por não ter gostado muito do mago. Mas As Ruínas de Gorlan, logo se mostrou muito diferente. Will, diferentemente de Pug, avançou em seu treinamento e a história é rápida, leve e fluída. Não perde muito tempo nas descrições e as encaixa com perfeição no meio das falas e pensamentos dos personagens.


Resenhado por Tatiane

#Resenha 65, Fragmentados, do autor Neial Shusterman.


Sinopse: 

Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .
Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.

O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.


RESENHA

Olá pessoal, tudo bem? 

Hoje trago a resenha do livro Fragmentados, do autor Neal Shusterman, lançado pela editora Novo Conceito, cortesia da mesma.

Bom todos aqui sabem que eu sou fanática por uma boa distopia certo? Então, quando recebi esse livro eu não sabia ao certo se ia ou não gostar dele, a capa me lembrava et’s, a frase de efeito por outro lado aguçou minha curiosidade principalmente por eu concordar com ela.

Enfim estava na hora de um dar uma chance para uma nova distopia, abri o livro e comecei a lê-lo...

Well...uma única palavra: PERFEITO.

O livro conta a história de um mundo pós uma Guerra Civil, onde de um lado ficavam pessoas a favor do aborto, e do outro contra o aborto, após o fim dessa guerra foi criada uma Lei da Vida, onde não se poderia tocar nas crianças até os seus 13 anos de idade. 

Quando eles chegassem a essa faixa etária os pais dessas crianças decidiriam se ficariam ou não com elas, aquelas que decidissem por não ficar mais com as crianças, essas seriam encaminhadas para a Fragmentação.

Bom essa parte do livro não nego da um arrepio terrível, pois a Fragmentação é lei, ou seja, ela é aceita por todos, e as crianças que sofrem esse destino tem seus órgãos retirados, vendidos ou doados.

Nessa lógica estranha da sociedade futurística onde o aborto é proibido, mas matar crianças é aceitável, três personagens se sobressaem: Connor que como ele eu me sentiria e muito traída pelos pais caso eu soubesse da ordem da minha fragmentação – que foi o que aconteceu com ele – Risa, sabia que sua hora estava para chegar, ela não ficaria por muito tempo mais na Casa Estadual, e Lev que por um lado já estava preparado pelo o que estava por vir, pelo outro a dor de ser o Dizimo – a décima criança de uma família a ser doada - de sua família o consumia.

Três crianças totalmente diferentes uma das outras, mas com o mesmo destino e a mesma força de vontade de sobreviver.

O destino por algum motivo no meio de tantos acontecimentos resolveu reunir essas três crianças, para lutarem juntas contra as suas fragmentações.

Afirmo quantas vezes for preciso esse livro deixa qualquer um sem dormir, ele nos faz pensar sobre muitas cosias que estão acontecendo no nosso presente, como por exemplo, a eminente explosão de uma Terceira Guerra Mundial, ou como a luta de muitas pessoas contra o Aborto.

Outra coisa que achei muito interessante também foi que o autor mostra aquele fanatismo religioso que encontramos em algumas pessoas, como por exemplo as crianças que nascem para ser o Dizimo de uma família crescem achando que estão fazendo algo maravilhoso, que eles ganharam uma benção por serem o dizimo.

E é nessas partes em que o autor toca em muitas feridas que paramos para pensar, e se isso chegar a acontecer realmente? 

Seriamos contra o aborto, mas entregaríamos de bom grado para o Governo uma criança inocente? Se aborto é repulsivo, matar ou como se chama no livro Fragmentar uma criança não é tão repulsivo quanto?

E nos mostra também aquilo que sempre ouvimos ou às vezes dizemos para nós mesmo, se temos força de vontade vamos longe.

Essas crianças nos provam que essa frase é verdadeira, pois para quem tem vontade e acima de tudo fé consegue as coisas.

A narrativa do autor é diferenciada, pois em uma parte ele narra pela visão do personagem principal e em outra pela visão de um personagem que aparece menos na trama.

Eu amo acompanhar essa trama com essa narrativa, pois assim temos dois pontos de vista, e entendemos melhor a história do livro.

Bom nunca pedi nada para vocês – risos – mas dessa vez vou pedir, parem e reflitão sobre esse livro, vejam o que o autor nos apresenta e comparem com o nosso dia a dia.

Quem leu esse livro, com certeza deve ter em algum momento tido a vontade de entrar no livro e gritar tudo o que viesse a cabeça para os pais que acham interessante entregar seus filhos para a Fragmentação.

Pense naquilo que o autor expõe sobre o fanatismo religioso, sobre o que achamos que é certo e errado.

Pois como diz a frase de efeito desse livro:

Só por que a lei diz, não significa que é verdade.

Não vou contar para vocês o que eu achei do ponto de vista de cada personagem, mas todos vocês no momento em que lerem ele, vão enxergar em Lev o fanatismo por ser um Dizimo, a raiva e a traição dos pais em Connor, e acreditem virei fã de Risa simplesmente pela sua inteligência e por saber agir no momento certo.

Espero que tenham uma boa leitura, e que reflitam sobre o que ela nos apresenta.

Resenhado por Nay

Conquistas de 2015!

Sim, 2015 está terminando.
Por isso eu decidir fazer este post a fim de mostrar quais as conquistas que o blog alcançou esse ano. Para muitos podem ser pequenas, mas para mim são enormes!


Qual foi a primeira delas?

Fechar parceria com duas editoras maravilhosa como o Grupo Editorial Novo Conceito e o Grupo Editorial Record. 
Era um sonho que eu tinha desde que comecei o blog ano passado, mas somente em 2015 eu pude realizar esse desejo. 
Foram tantos livros, tantas emoções, brindes, posts, resenhas e divulgações maravilhosas que somente essas parcerias poderiam oferecer!


A segunda conquista foi:

Lançar o canal no YouTube do blog. Era algo que eu também almejava, mas não tinha coragem então com o apoio da Tatiane Durães criei o canal e por incrível que pareça cresceu mais do que o blog! Foram muitos momentos divertidos, pois tivemos o privilégio de realizar diversas entrevistas e resenhas! E aguardem pois em 2016 terão mutias novidades!




Terceira conquista foi:

Realizar a primeira entrevista internacional ao vivo! Foi uma das maiores conquistas que o blog teve. Essa ideia para muitos era impossível, mas segurei firme e deu tudo certo! Foi uma experiência maravilhosa! O autor convidado foi o Dan Gemeinhart, do livro A Mais Pura Verdade. E para o próximo ano teremos ainda mais novidades! Aguardem. 




Quarta conquista: 

Criar um grupo para o blog no facebook. Nunca pensei nessa possibilidade, mas após entender que quanto mais lugares de divulgação o blog tivesse melhor seria, arrisquei e me surpreendi, pois em poucos meses atingimos mais de 500 membros. E só posso agradecer ao pessoal que faz parte do Dicas Literárias. 




Quinta conquista:

Mudar o layout do blog. Eu procurei por meses um layout que realmente eu gostasse até que finalmente eu me deparei com essa belezura aqui! Sim, logo irei mudar, mas só de saber que passei 2015 com um layout novo já é o suficiente!




Sexta conquista: 

Entrevistar vários autores maravilhosos e talentosos! Após eu criar o canal surgiram várias ideias, então agarramos três para colocarmos em prática. Uma delas foi criar a série Autores Best-Sellers que se desmembrou em duas Wattpad e Amazon e a outra foi Hangout Fantástico. Foram mais de 20 entrevistados, momentos de alegria e muitos risos. Centenas de visualizações, comentários e compartilhamentos. Só tenho que agradecer a todos esses autores que aceitaram participar dessa série maravilhosa que retorna ano que vem com sua 2ª Temporada com grandes apoios!


 Sétima conquista: 

Conseguir muitos seguidores! Pois o blog está presente no Instagram, Twitter, Google+, Facebook como página e grupo e também no Skoob. São mais de 6 mil seguidores no somatório, se formos comparar com outros blogs é apenas o que uma página possui de likes, mas para o Dicas Literárias que não possui nem dois anos ainda é mais do que uma conquista! Ano que vem iremos dobrar esses números e atingir e levar muito mais novidades do mundo literário para os leitores!


Oitava conquista: 

Realizar vários sorteios, sim sorteios! Antes eu não tinha onde conseguir tantos livros para realizar sorteios para o nosso leitores, mas esse ano de 2015 conseguir colocar esse desejo em prática. Foram mais de 5 sorteios! Com livros autografados e tudo. Ano que vem já tem novidade vindo por aí aguardem!

Nona conquista: 

Receber tantos livros! Minha estante triplicou de tamanho esse ano! Foram mais de 40 livros que os correios entregou aqui. Recebi muitos mimos e livros autografados também! Não consegui ler todos, pois o meu tempo foi bem apertado, mas em 2016 irei fechar essa leitura de 2015! Força!


Décima e última conquista foi:

Poder fazer tudo isso para você querido leitor, autor e editora! Todo esse esforço foi mais do que uma conquista. Nada disso teria acontecido sem essas três peças fundamentais na vida de um blogueiro literário. Enfim, só tenho a agradecer tudo que aconteceu e conquistei como blogueiro e que 2016 traga muito mais parcerias, seguidores, livros e novidades! 

Abraços,

Tony Ferr 

30/12/2015

#Resenha 64 SUPERNOVA: A ESTRELA DOS MORTOS, do autor Renan Carvalho.





Título original: Supernova: A Estrela dos Mortos
Autor: Renan Carvalho
Editora: Novas Páginas – Novo Conceito
ISBN: 978-85-8163-791-4
Ano: 2015
Páginas: 479
Classificação:  *****
Gênero: Ficção brasileira
Onde comprar: Livraria Travessa

SINOPSE: Novos Desafios. Um lugar complexo e perigoso. Assim é o mundo de Supernova, onde cidades trazem profundos problemas sociais, povos diferentes lutam por soberania e conflitos políticos se estendem por diversas regiões. Tudo para se conseguir o tão almejado poder; algo comum na natureza do ser humano.
Após Acigam, o palco principal dessa história passa a ser Sonatri, o Reino Central, lugar onde pessoas poderosas fazem o possível para manter os trilhos econômicos e políticos da sociedade, mesmo diante de uma grande catástrofe. Lá, Leran encontra a famosa Ordem dos Paladinos e seu caminho será cruzado por personagens importantes, que terão o poder de mudar seu destino. Antes, vencer Nagisa era seu maior desafio, mas tudo o que aconteceu em Acigam foi apenas o começo.
Supernova: A Estrela dos Mortos é o segundo volume da série fantástica que vem cativando os leitores. E agora que já conhecemos a verdadeira Ciência das Energias, chegou o momento de usá-la para valer – ou morrer tentando.

RECADO DA RESENHISTA: Oi, gente! Tudo bom com vocês? O livro resenhado de hoje será a continuação dessa série maravilhosa chamada Supernova.
Eu confesso que eu, Yses, sou bastante suspeita para resenhar sobre ele, uma vez que sou fã de carteirinha dessa série e do modo de escrita do autor Renan Carvalho, porém vamos nessa!

RESENHA: Supernova: A Estrela dos Mortos, do autor Renan Carvalho, foi publicado no Brasil pela editora Novo Conceito com o selo Novas Páginas em 2015.

O livro é do gênero ficção, focando o estilo fantasia, misterioso e intenso ambientado em Sonatri, o Reino Central. No prólogo, assim como no primeiro livro da série, nos deparamos com a criação dos elementos primários a partir de um livro do acervo da Biblioteca de Nuanto, fazendo com que o leitor a partir do exato momento que termina sua leitura do prólogo, já se sinta um personagem da obra.

O livro é dividido em partes, tendo o a primeira parte narrada por Tlavi Hur, um general das forças paladinas, que é enviado à cidade de Cimérium, conhecida como Cidade Morta, para desvendar a origem de tantas mortes misteriosas no local e sanar este problema juntamente com outros oficiais.

A segunda parte, já narrada pelo protagonista da série, Leran Yandel, que possui como meta principal proteger sua irmã Luana a todo custo de qualquer perigo emergente.

O livro composto por cinco partes e a parte final, circula entre as narrações de Tlavi Hur, a Estrela da Cura; Leran Yandel, o Encantador de Flechas e Gueth Hur, o Nairatiano, fazendo com que o leitor examine diferentes pontos e vista, além de trazer o leitor para cada vez mais perto do mundo da Ordem dos Paladinos, do mistério que engloba Sonatri, O Reino Central e veja o que o poder faz com o ser vivo.

O livro também é recheado de ilustrações muito interessantes, que ambientam cada parte e de apêndices muito valiosos, definindo cada personagem da obra, um guia turístico de todo o Continente Leste e definindo a Ciência das Energias, tão conhecida por Leran Yandel.

Livro super recomendado e estou à espera do terceiro volume dessa maravilhosa série: O Satélite de Ferro, que você pode dar uma espiadinha da prévia no site do autor: www.renancarvalho.net.br/osatelitedeferro.

28/12/2015

#Resenha 63, Eu te darei o sol, da autora Jandy Nelson.

Sinopse: 

Noah e Jude competem pela afeição dos pais, pela atenção do garoto que acabou de se mudar para o bairro e por uma vaga na melhor escola de arte da Califórnia.

Mal-entendidos, ciúmes e uma perda trágica os separaram definitivamente. Trilhando caminhos distintos e vivendo no mesmo espaço, ambos lutam contra dilemas que não têm coragem de revelar a ninguém.

Contado em perspectivas e tempos diferentes, EU TE DAREI O SOL é o livro mais desconcertante de Jandy Nelson. As pessoas mais próximas de nós são as que mais têm o poder de nos machucar.


A Autora: Jandy Nelson mora em São Francisco, e lá, assim como Lennie, divide seu tempo entre cuidar das árvores e correr livremente pelo parque. Jandy é uma agente literária, poetisa com livros publicados, e acadêmica eterna. Formada pelas universidades de Brown, Cornell e Vermont. É uma pessoa supersticiosa e uma romântica dedicada, loucamente apaixonada pela Califórina, e pela forma como esse estado continua firme na ponta de um continente. O céu está em todo lugar é seu primeiro romance


RESENHA


A primeira palavra que me vem a cabeça quando eu penso em Eu te darei o Sol é: surpreendente. Eu fiquei agradavelmente surpresa a cada página, a cada capítulo desse livro incrível. Essa foi uma história daquelas que me fez sentir cada emoção dos personagens. Cada medo, dificuldade, cada amor. Não teve como não me apegar a Jude e Noah, os gêmeos que, desde a infância, competem entre si pela atenção dos pais.

Os irmãos são o oposto um do outro e isso acaba sempre gerando conflito entre eles. E a coisa só piora quando Jude e Noah se apaixonam pelo mesmo garoto. O livro é dividido de forma que cada capítulo seja narrado por um dos gêmeos, sendo que Noah, narra o passado, quando eles tinham entre doze e quatorze anos de idade, e Jude narra o presente, quando os irmãos estão com dezesseis anos e já não se falam mais, o que deixa qualquer um com uma necessidade de descobrir o que aconteceu entre um momento e outro. 

Jandy Nelson nos traz uma história tocante e bastante real, que aborda assuntos delicados, como a homossexualidade, traição, bullying, abuso, preconceito e tantos outros temas que nos fazem sentir mais próximos dos personagens a cada capítulo. Os gêmeos tem personalidades muitos diferente, outro ponto forte do livro. No passado, Noah é um pintor, introspectivo e diferente, muito próximo a mãe, enquanto Jude é aventureira e destemida, muito parecida com o pai. Entretanto, por mais que houvesse diferenças entre eles, por mais que eles competissem entre si, os gêmeos nunca deixavam de lado a união, a amizade e o amor que sentiam um pelo outro. Até que isso muda radicalmente, e no presente, os irmãos são praticamente os opostos do que foram no início de sua adolescência. 

O livro é maravilhoso, os personagens são bem desenvolvidos, a narrativa é bem trabalhada, sem deixar o foco se manter em um só tópico. É uma obra forte, que me fez ficar grudada em cada capítulo e não largar o livro até desvendar cada mistério e sentimento de Jude e Noah. A narrativa é bastante diferente e os temas abordados tem muito peso sentimental, ou seja, não é um livro comum e pode não agradar a todos os leitores. Porém, se você estiver disposto a abrir sua mente e seu coração para mergulhar nesse turbilhão de emoções, pode ter certeza que você vai se apaixonar.

Resenhado por Fabrine

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#Resenha 62, Dez coisas que aprendi sobre o amor, da autora Sarah Butler.

Sinopse:
Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela não parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?

#RESENHA

O livro conta a história de duas pessoas de mundos totalmente diferentes, ou melhor, de classe social, de estilo de vida, resumindo: de tudo.
Alice, uma jovem aventureira que escolhe passar o maior tempo de sua vida viajando e conhecendo lugares é a filha mais nova de uma família que perdera a mãe muito cedo e estão perdendo o pai no momento.
Alice tem duas irmãs, Tilly e Cee. Por ser a mais nova, é perceptível que há uma certa indiferença entre elas três. O pai de Alice é um médico que por incrível que pareça está morrendo de câncer. Ele sente saudades da filha e deseja aproveitar seus últimos momentos conversando com ela. Porém, não é fácil para a jovem, pois lembranças do seu passado ou do motivo que levaram a sua mãe embora a fazem querer fugir e voltar pra Mongólia onde esteve nos últimos meses.
Bom, o livro é muito bem escrito, isso não posso negar, mas o início da história é terrivelmente maçante, porém no meio do livro em diante começou a fluir de algum modo. Acredito que seja porque a autora deixou muitos segredos encobertos, e tentamos entender mais da trama, mas não há nada que nos explique, ai quando a autora decide contar é que realmente entramos no livro e viajamos.
Não gosto de dar spoliers nas minhas resenhas, por isso tentarei falar só mais um pouco antes de finalizar, pois o livro é fino e como muitos capítulos giram entorno de pensamentos e lembranças não há o que contar a não ser que você leia.
Então, fora essa família temos o personagem Daniel, um mendigo que vive nas ruas de Londres tentando encontrar alguém que tanto ama, mas nunca conheceu.
Sua filha.
Ele escreve várias vezes o mesmo nome numa folha de papel, também lista os seus desejos e o que gostaria de dizer para sua filha quando um dia a encontrasse.
No início eu fiquei meio sem entender essa sua procura, porém quando a autora começa a desvendar os mistérios do livro, percebo que a ligação que existe entre ele e Alice é muito maior do que podemos imaginar.
O livro é muito bom, só o início que é lento, porém como eu já mencionei vai melhorando no decorrer da história. É o primeiro livro dessa autora, e espero ler outros títulos dela futuramente.
Um livro que envolve amor, mistério, drama, e acima de tudo a importância de termos ao nosso lado aqueles que nos amam.
Até a próxima!

Tony Ferr

23/12/2015

Que bela tradição! Natal com livros!

Via Ciclovivo post original aqui

Na Islândia, a tradição do Natal é trocar livros

Além de evitar o consumismo exacerbado, a prática incentiva a leitura e promove a cultura.
E se os presentes de natal fossem apenas livros? Essa é uma tradição na Islândia. O país tem o costume de comemorar o natal com troca de livros. Além de evitar o consumismo exacerbado, a prática incentiva a leitura e promove a cultura.
Chamada também de “Terra do Gelo”, a Islândia está localizada no hemisfério norte, o que significa que a estação do natal é o inverno. O frio é um incentivo extra para que as famílias passem a noite de natal trocando e lendo seus novos livros, enquanto estão aquecidos dentro de suas casas.
Mas, como a leitura é bem-vinda em qualquer época do ano, independente das condições do clima, essa é uma tradição que poderia ser replicada em qualquer lugar do mundo, inclusive no Brasil. Os pontos positivos desta prática são muitos, desde a economia financeira e a sustentabilidade até a promoção de hábitos simples e prazerosos que estão cada vez mais esquecidos. O melhor de tudo é que, ao presentear alguém com um livro, não é necessário comprar um exemplar novo. Basta escrever uma dedicatória, escolher uma edição que tem em casa ou adquirida em um sebo e permitir que um novo leitor aproveite todo prazer que essas páginas podem proporcionar.
A leitura tem papel fundamental na cultura islandesa. Um artigo publicado pela BBC em 2013 apresentava uma pesquisa sobre a relação entre os islandeses e os livros, mostrando que uma em cada dez pessoas do país são leitores tão ávidos que acabam se tornando escritores.
Apesar de ter uma média de apenas 329 mil habitantes, a Islândia tem uma relação tão forte com a leitura que o país possui mais leitores, mais escritores, mais livros publicados e lidos do que qualquer outro país no mundo, de acordo com a BBC.
Promover a leitura é muito simples, basta incentivá-la. Que tal começar isso também no Brasil para que a troca de livros vire uma tradição apreciada e valorizada por todos?

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